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No
dia 2 de fevereiro de 1902, seis comerciantes decidiram fundar a Associação
dos Empregados no Comércio de Taubaté. A intenção
era criar um clube que representasse bem a população taubateana
e pudesse serví-la de toda forma de lazer, cultura, esporte e
entretenimentos. Seis jovens da época, mesmo ouvindo palavras
desanimadoras sobre a criação da Associação,
acreditaram na idéia e fundaram a AEC de Taubaté. O resultado disso foi o surgimento de grupos teatrais, esportivos, culturais; a fundação de um jornal da AEC, organização de uma biblioteca e o posterior ensino de regras sobre o comércio, línguas, aritmética, etc. Por volta de 1920, a Associação deixou de existir, ficando desativada até 1929, quando Raul Ambrógi, Francisco Almeida e Silva, Emílio Simonetti,Paulo Sampaio e Claro Rodrigues Ferreira, reergueram-na, conseguindo sustentá-la viva durante alguns anos, até que por motivos de força maior, a Associação deixou de exercer (de novo) suas funções. Em 27 de novembro de 1941, o clube foi ativado novamente, sendo então constituída a primeira diretoria da Associação dos Empregados no Comércio de Taubaté. 1941 - A PRIMEIRA DIRETORIA Da primeira diretoria da AEC faziam parte: João Leão de Melo, Francisco de Almeida e Silva, Antônio Camilher Florençano, Newton Câmara Leal de Barros, Altivo Siminetti, José Luis de Almeida Soares, Álvaro César Braga, José Geraldo de Oliveira Costa, Luís Sales e Paulo Sampaio. Mesmo reativada, Associação continuou a sofrer com a falta de uma estrutura mais sólida, mas a diretoria se manteve, e o clube se estabeleceu definitivamente. Uma nova diretoria foi composta em 1946, constituida por Claro Rodrigues Ferreira (presidente ), José Boanerges Ferreira (1º secretário), Acerdi Lotufo Garcês (1º tesoureiro) e Vitor Francisco Bassil ( 2º tesoureiro). No Conselho Fiscal estavam: Antônio de Pádua, José Benedito Abud e Sebastião Chaves da Costa. De 1946 a 1949 a Diretoria da Associação mudou muitas vezes. Sempre que possível era lançado um jornal comemorativo do clube durante o ano. Na data de "12 de Junho" o jornal tinha o nome de "Data". Em 1948 foi criado o Sindicato do Comércio de Taubaté, em função da existência da Associação, o que veio a se configurar em uma nova força aos comerciantes. Em 1949 a AEC conseguia mais uma conquista: inaugurava suas próprias dependências esportivas, na época uma quadra de volei e basquete, e também um galpão para luta-livre. Em 1952, o Conselho Consultivo, constituido de 20 membros, veio a substituito Conselho Fiscal. A diretoria estava assim composta: Newton Câmara Leal de Barros na Presidência e Paulo Sampaio Santos como Vice. Foram incluídas oficialmente as funções de bibliotecário e Orador. Ubatumirim Lotufo Garcês, por ocasião de sua gestão em 1956, encontrou forças para reativar a parte esportiva e assistencial da AEC (o clube prestava serviços jurídicos e dentários aos associados). No seu primeiro ano como presidente do Clube ele conseguiu fazer crescer em 100% o número de associados. Até 1961, quando haveriam novas eleições para a diretoria da AEC, ele já havia conseguido 55 associados. O sucesso de "Birica" (como era conhecido Ubatumirim), na sua primeira gestão, lhe garantiu a reeleição para a presidência do Clube do Biênio ( 1962/63). Birica acabou permanecendo na presidência até novembro de 1964. Neste ano, no entanto, a AEC se encontrava em sérias dificuldades financeiras, se vendo obrigada a cortar os gastos com festas e a emprestar dinheiro dos bancos para continuar com parte de suas atividades. O imóvel usado para sediar a Associação, localizado na Rua Pedro Costa, era alugado e o proprietário o queria de volta. A diretoria tinha, então, um novo problema: transferir a Associação para uma nova sede. A gestão de Birica, em uma última reunião, tentou adquirir um terreno para a construção de uma sede própria. A idéia era louvável, mas a condição financeira não permitia. Em 1965 numa nova diretoria foi eleita para o triênio 65/67, presidida por Fábio Bueno Patrício e Antônio Eulálio dos Santos Filho. A AEC se mantinha ainda na Rua Pedro Costa, mas mudaria provisoriamente em dezembro de 1965 para a Rua Visconde do Rio Branco, num imóvel cedido pelo casal Carlos Marcondes e Eufrásia Paolicchi Marcondes, onde atualmente se encontra o Unibanco. Com a nova diretoria, em junho de1 965 e AEC já estava com mais de 1.400 sócios. A diretoria planejava a construção de uma sede própria em frente à Praça Dom Epaminondas, mas o projeto acabou não saindo. Mesmo na sede emprestada, o clube ganhava muitos associados todos os meses. 1970 - DINAMISMO E ÊXITO Realizadas novas eleições para a diretoria da Associação em 1970, que ficou com a seguinte informação: Antônio Roberto PAOLICCHI (presidente) Plinio Perreira dos santos (vice), Horton Sidney da Cunha (1º secretário), Antônio C. Rosa (2º secretário), José B. da Cruz (1º tesoureiro), José Raphael de Abreu (2º tesoureiro). Os diretores eram: Nivaldo M. santos (social), Aguinaldo S. Garcês (cultural), Saulo H. F. Teixeira(esportivo), e José dos Santos filhos (patrimonial). No conselho fiscal foram empossados: Antônio de Carvalho, João M. Medeiros e Osny Padoam. A nova diretoria elaborou novos estatutos, que regulamentavam as eleições e comissões do clube e criavam novos departamentos. Á partir da sua gestão as atividades esportivas e sociais ganharam um novo impulso. Com a reforma da sede da Rua visconde do Rio Branco, surgiram novos bailes(do cafona, das debutantes da saudade e carnaval), e cursos variados para associados. O fato dos jovens poderem frequentar o clube desacompanhados dos pais, elevou o número de associados de forma surpreendente. A Associação em sua sede provisória, já não comportava mais seus associados: era necessária a imediata construção da nova sede. O presidente Antônio Paolicchi assina o contrato com a construtora Ortiz & Penna LTDA. Para iniciar as obras na terreno do Jardim Mansur, adquirido pelo clube. Inicialmente forram feitos murros, sendo o conjunto esportivo e aquático opção unânime, entre a diretoria e associados, como próxima etapa a ser construída. Em julho de 1972, a Cia Predial foi contratada para executar a construção das piscinas do clube: era mais uma realização da forte diretoria da época. Um ano depois as piscinas já estavam prontas, sendo inauguradas oficialmente em 1974. No ano de 1973 foram contratados os serviços de Orly Lopes, para o planejamento do Playground, com as quadras esportivas e área de recreação. A Associação nunca estivera tão ativa. As reuniões para admissão se novos sócios eram constantes e a contrução de um salão de festas maior era necessário. A proposta de se erguer um novo salão na nova sede foi estudada, e em outubro de 1974, abriu-se concorrência as empresas interessadas em construi-lo. A empresa Estadual foi escolhida para as realizações das obras. Juntamente com o salão foi construída a parte administrativa da sede. Com término das obras a diretoria e a sede da AEC mudou-se de rua. Em agosto de 1971, o sonho da nova sede começava a se tornar realidade Visconde e foram atuar no novo espaço. A AEC transferiu todos os bailes da sede antiga para o novo salão; passou a contratar vários conjuntos musicais para a realização de bailes e festas; foi aberto espaço para as faculdades ( a de Medicina realizou o primeiro baile em abril de 76), realização de casamentos, colação de grau, desfiles e outros eventos. Em dezembro de 1977 a AEC adquiriu um novo patrimônio: foi comprado o Clube de Campo Abaeté e um terreno adjunto, para a ampliação da área do clube. Nesta ocasião o diretor tinha na presidência José Gabriel se Abreu e Luiz Homero da Silva. O clube vivia uma boa fase: estabilizando financeira e socialmente. Antônio Roberto Paolicchi se mantinha na diretoria social. Em 1979 novas eleições para a diretoria colocaram A . R . PAOLICCHI na presidência novamente. A recreação e programação social da AEC, assim como programação anual foram decididas logo nas primeiras reuniões. Eram abertos mais espaços para a UNITAL , para as realizações de baile de calouros, as reformas das piscinas, vestiários, jardins, portaria, esquadrias para o salão e decoração paisagística dos clubes, eram necessidades que foram sendo apuradas e atendidas pela diretoria no início da década de 80. Com alguns novos membros a diretoria da AEC foi receita em 1983. As estruturas metálicas dos salões de festa e de ginastica foram reformadas, e inúmeras reformas foram feitas no clube de campo. Os eventos que antes só aconteciam no Clube de Centro, passaram também a Ter lugar no Clube de Campo. Nessa época já se discutia a construção de um ginásio de esportes no clube de Campo, mais era prioridade a construção das quadras de esportes, piscinas e pavimentação das ruas que davam acesso ao Clube de Campo, bem como obras de manutenção. As melhorias do Clube de Campo foram realizadas quase todas no biênio 83-85. A frequencia do mesmo subiu gradativamente: o Abaeté ganhava aos poucos grande prestígio junto á população. Pôr outro lado o Clube de Centro no deixava de desempenhar suas funções, apesar das reformas que realizavam. Devido ao Plano Cruzado, em 1983, o Clube não pôde realizar seus planos para o ano, pôr completo. Faltavam materiais para a reforma do comércio e os preços estavam pouco acessíveis para a aquisição de equipamentos. Os bares não conseguiram abastecer o consumo, pelas cotas reduzidas que passaram a receber. A AEC, na tentativa de colaborar com o plano do Governo, fixou tabelas para ambos os clubes. A conversão da moeda para o lançamento do plano Cruzando afetou, no entanto, a AEC. O valor dos títulos patrimoniais foram reduzidos á 1/5 de sua importância. Esta defasagem afetou os planos de expansão do clube. ABAETÉ Em 1987 o Clube Abaeté teve suas obras de reformas recomeçadas. O projeto de construção de um ginásio de esportes no Clube de Campo saio do papel para a prática, em março de 87. Os requerimentos para festas dos departamentos da UNITAU, colégios e outras entidades, solicitando o clube, superaram em muitos os anos anteriores. Em dezembro de 1987 a diretoria eleita para o biênio 88/89 tomou posse, sem muita modificação em relação á outras gestões da década de 80. Nos dias atuais a AEC conta com aproximadamente 10.000 sócios e dependentes, e junto com o seu Clube de Campo posiciona-se como o maior clube integrado do Vale do Paraíba. As novas escolinhas e academias contam com aproximadamente 900 alunos. A programação social do clube é mais ativa que a maioria das casas noturnas do Vale, com bailes ás sextas e domingueiras dançantes para os jovens. Além disso, traz todos os sábados, bailes de diferentes opções musicais e em cada mês uma atração especial. Com o governo Collor o Clube prejudicou-se, pois as verbas para a construção e manutenção foram retidas e somente liberadas em setembro de 92. Apesar do impasse, os quiosques, canchas de bocha, ampliação do salão de festas, pavimentação do pátio de estacionamento, vedação e ampliação dos campos de futebol de campo, pinturas das quadras poliesportivas e obras de paisagismo, foram mais realizadas. Hoje
o desemprego afeta o quadro associativo e, consequentemente, os planos
de expansão do clube. Contudo, o departamento de promoções
vem sendo ativado, e a diretoria pretende entregar aos sócios
o Novo Ginásio de Esportes na sede de centro, com todos os equipamentos
necessários, o mais rápido possível. Posteriormente,
é pretensão da diretoria concluir as obras de paisagismo
no Clube de Campo, a cancha de malha, a iluminação das
quadras iluminação do campo de futebol ( com construção
da Cabine Primária) Na sede de Centro, é plano colocar
as escolas esportivas a academias no Novo Ginásio, além
de outros equipamentos, como sauna, musculação, etc. |
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| Endereços: E-mail: comunicacao@associacaotaubate.com.br |
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